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Dia Internacional da Mulher: as mulheres na Matemática

Postado por Jefferson Santos - 8 de março de 2014 2 comentários
Hoje, dia 08 de março, comemoramos mais um Dia Internacional da Mulher. Em homenagem às mulheres que se manifestaram por melhores condições de trabalho e foram incendiadas numa fábrica de tecidos em Nova Yorque, em 1857, somente em 1910 foi decretado o Dia internacional da Mulher, numa conferência na Dinamarca. 

Dia Internacional da Mulher: as mulheres na Matemática

Antes disso, as mulheres enfrentavam (e muitas até hoje, apesar de ser em menor intensidade) uma grande discriminação inclusive para estudar. Mas com a garra, força de vontade e persistência que sempre tiveram, enfrentaram obstáculos e algumas conseguiram colocar seu nome na História da Matemática, uma ciência antigamente dominada por homens. Com isso, desde a antiguidade, as mulheres contribuíram com o desenvolvimento da Matemática e o progresso das Ciências. 

Hipátia de Alexandrina (370 - 415) 

Hipátia nasceu por volta de 370 em Alexandrina. Nessa época, Alexandrina era o centro literário e científico do mundo. Ela era filha de Teon, considerado na época um dos homens mais educados em Alexandrina. Teon trabalhava no famoso Museum de Alexandrina e ficou conhecido por seus comentários escritos em onze livros sobre o Almagesto de Ptolomeu. 

Hipátia de Alexandrina (370 - 415)
É importante ainda lembrar que as edições modernas dos Elementos de Euclides se baseiam na revisão do trabalho original feita por Teon, assistido por Hipátia. Teon direcionou Hipátia durante sua infância para um ambiente de pensamento, astronomia, filosofia e matemática. Transmitiu-lhe seus conhecimentos e lhe mostrou os fundamentos de ensinar a ponto de pessoas de outras cidades virem aprender e estudar com ela. Além disso, praticava diariamente treino físico para manter um corpo saudável e uma mente altamente funcional. 

Há quem diga que ela, ainda bem jovem, superou seu pai no conhecimento. Podemos dizer que Hipátia “trata-se da primeira mulher a se dedicar à matemática cujo nome figura na história dessa ciência”. Estudou geometria e filosofia em Alexandrina, depois foi para Atenas continuar seus estudos. 

Mais tarde retornou a Alexandrina onde foi convidada para dar aulas no Museum, juntamente com aqueles que haviam sido seus professores. Dentre os alunos de Hipátia estava Sinésio de Cirene, que se tornou seu amigo e admirador. Ele lhe escrevia pedindo conselho sobre seu trabalho e foi a partir dessas correspondências que aconteceram as descobertas de instrumentos inventados por Hipátia. 

Para a astronomia ela inventou o astrolábio e o planisfério, além de aparelhos usados na física, entre eles um hidroscópio. Hipátia foi equiparada a grandes matemáticos como Ptolomeu, Euclides, Apolônio, Diofanto e Hiparco. Destacou-se, além de sua inteligência, por sua beleza e cultura. A maior parte dos trabalhos de Hipátia se perdeu, porém no século XV foi descoberta na biblioteca do Vaticano, uma cópia do comentário que ela fez sobre a obra de Diofanto. 

Escreveu também comentários sobre a Aritmética de Diofanto e as Secções Cônicas de Apolônio. Com a morte de Hipátia em março de 415, chega ao fim uma época de grandes produções matemáticas e filosóficas na Escola de Alexandrina. Somente a partir do século XVII outras mulheres deixaram seus nomes registrados na história da matemática. 

Maria Gaetana Agnesi (1718 - 1799) 

Nasceu em Milão no ano de 1718, numa época em que a Itália se opunha à instrução de mulheres. Mesmo mulheres de classe alta, como era Agnesi, não podiam frequentar universidades e nem mesmo escolas para aprenderem a ler e escrever. 

Maria Gaetana Agnesi (1718 - 1799)
Assim como Hipátia, Agnesi era filha de um matemático – professor da Universidade de Bolonha – e era a filha mais velha de 21 crianças. Seu pai gostava de fazer reuniões em sua casa com os intelectuais da época para discutirem em latim sobre filosofia e matemática, e nessas reuniões ele fazia questão da presença da filha – que ainda era uma criança. 

Bastante criança ela já dominava o latim, o grego, o hebreu, o francês, o espanhol, o alemão e várias outras línguas. Com apenas nove anos de idade teve publicado um discurso seu em latim em que defendia a educação superior para as mulheres. 

Foi a primeira mulher a ser chamada de matemática no Ocidente, além de linguista e filósofa. Aos vinte anos, Agnesi publicou uma coletânea de 190 ensaios intitulados Propositones philosophicae, onde ela fala sobre elasticidade, mecânica, hidromecânica, mecânica celeste, gravitação, química, botânica, zoologia e minerologia, além de defender mais uma vez a educação superior para mulheres. 

Esses escritos foram baseados nos encontros dos intelectuais em sua casa. Nunca gostou de ter uma vida pública, e aos vinte anos tentou se afastar e se dedicar apenas à vida religiosa, porém convencida por seu pai continuou ainda por mais dez anos se dedicando à matemática, foi quando aos trinta anos, Agnesi publicou um outro trabalho que foi de grande importância para a matemática. 

Esse trabalho, publicado em 1748 com 1070 páginas, consiste em quatro volumes, abordando tópicos de Álgebra, Geometria Analítica, Cálculo, Trigonometria e Equações Diferenciais, com o título de Instituzioni Analitich. Foi considerada sua principal obra e destinado principalmente para jovens. Em 1749 Agnesi foi desiguinada, pelo papa Benedito XIV, membro honorário da Universidade de Bolonha, mas nunca foi professora nessa instituição por ser mulher, essa nomeação se deu devido à importância de seu trabalho (Instituzioni Analitich) que na época em que foi publicado, tornou-se a sensação do mundo acadêmico. 

Sophie Germain (1776 - 1831) 

Sophie Gemain nasceu em uma família de classe média na capital Francesa – Paris – no ano de 1776. Aos 13 anos de idade, devido à Revolução Francesa, ela se mantinha confinada em sua casa, onde sua família possuía uma imensa biblioteca. 

Sophie Germain (1776 - 1831)
Durante o período de confinação, Sophie lia os livros de matemática, dentre eles o de A história da matemática de Jean Ètienne Montucla, o qual lhe chamou muito a atenção e a fez se interessar de tal maneira pela matemática a ponto de se dedicar ao estudo dela. 

O livro contava a biografia de Arquimedes e conseqüentemente o episódio de sua morte durante a invasão romana em Siracusa, enquanto fazia desenhos geométricos na areia. 

Quando seus pais notaram seu interesse pela matemática acharam impróprio para uma mulher. Para impedi-la de estudar essa “ciência de homem”, tiraram-lhe a luz e o aquecedor, já que a mesma estudava durante a noite devido à proibição de seus pais. Porém, nada disso a impediu de prosseguir com seus estudos. Passou a fazê-lo com luz de velas, escondida embaixo dos cobertores. Logo seus pais perceberam que a paixão de Sophia pela matemática era incurável e assim permitiram que ela continuasse com seus estudos. Bem cedo ainda, dominou o grego e o latim e leu os trabalhos de Newton e de Euler. 

Quando tinha 18 anos foi inaugurada em Paris a École Polythecnique (Escola Politécnica), fundada como academia para formação de matemáticos e cientistas, sendo permitida somente a participação de homens. Como Sophie não desistia fácil, assim como superou a proibição de seus pais para estudar, logo arrumou uma maneira de estudar na célebre escola. 

Assumiu a identidade de um aluno que havia deixado a escola e ido embora da cidade por nome de Monsieur Antoine-Auguste Le Blanc. Passou a receber as lições em seu lugar e respondê-las semanalmente. 

Lagrange ministrava aulas de Análise na escola e ficou tão impressionado com um artigo que Sophia havia lhe enviado, assinado pelo pseudônimo de M. Le Blanc, que procurou conhecer pessoalmente tal aluno. Ao descobrir que se tratava de uma mulher, Lagrange ficou espantado, porém admirado, e a partir de então se tornou seu amigo e mentor matemático. 

Desde então, Sophie começou a trocar correspondências com vários cientistas da época. Outro grande nome do mundo da ciência com quem Sophia manteve contato foi Carl Friedrich Gauss, em 1804. Após estudar um de seus trabalhos, ela começa a se corresponder com ele, ainda usando o pseudônimo de M. Le Blanc, temendo não ser levada a sério por ser mulher. Em 1807, Gauss descobre a verdadeira identidade de Sophie. 

Em Teoria dos Números deixou muitos homens para traz fazendo uma descoberta importante sobre O Último Teorema de Fermat. Antes de Sophie, muitos matemáticos já haviam tentado algum progresso, porém, todos sem sucesso. Algum tempo depois Gauss foi convidado para ser professor de astronomia na Universidade de Göttingen e começou a trabalhar com a matemática aplicada deixando de lado a teoria dos números e conseqüentemente Sophie também. 

Sem o apoio e atenção e seu mentor, ela também abandona a matemática pura e começa então a se dedicar ao estudo da física, outra área da ciência que novamente teria de enfrentar dificuldades e preconceito da sociedade. Assim como na matemática ela foi bem sucedida, na física não foi diferente. Sua maior contribuição na física “Memória sobre as vibrações de placas elásticas”, foi sem dúvida um trabalho que estabeleceu fundações para a moderna teoria da elasticidade. 

Sophie foi a primeira mulher a assistir palestras na Academia de Ciências, que não era esposa de um membro, e recebeu uma medalha do Institut de France em reconhecimento de seu trabalho por suas pesquisas sobre O Último Teorema de Fermat. Em 1816 a Academia de Ciências lançou um concurso para a resolução de um problema sobre vibrações de membranas. Sophie, que nunca havia participado de nenhuma competição, resolveu o problema e ganhou o concurso. Por este trabalho, ela recebeu elogios dos matemáticos Cauchy e Navier. Já no fim de sua vida, Germain retoma sua amizade com Gauss, que convenceu a Universidade de Göttingen a conceder a ela um grau honorário. Porém, Sophie morreu antes que pudesse ser reconhecida como merecia, aos 55 anos de idade, de câncer no seio, em 1831. 

Mary Fairfax Greig Somerville (1780 - 1872) 

Somerville, que nasceu na Escócia no ano de 1780, foi autodidata assim como Agnesi e além de ter sido contemporânea de Sophia Germain também teve suas velas confiscadas pelos seus pais para não ter como estudar durante a noite. Seu pai chegou a dizer: “Devemos colocar um fim nisto ou vamos ter que colocar Mary numa camisa-de-força um dia desses.” 

Mary Fairfax Greig Somerville (1780 - 1872)
Aos 10 anos de idade começou a frequentar uma escola, só que a educação feminina era voltada para preparar a mulher para atuar no espaço doméstico e incumbir-se do cuidado com o marido e com os filhos. Mas isso não a deixou satisfeita. 

Quando já tinha de 13 para 14 anos, ao ler uma revista de moda feminina, deparou-se pela primeira vez com um problema de Álgebra elementar, que de imediato desperta nela a curiosidade de saber e entender todos aqueles símbolos. Somerville sempre ouvia falar dos Elementos de Euclides, porém, era mulher e como este era considerado um livro para homens e impróprio para mulheres, para consegui-lo teve de pedir ao seu irmão que o comprasse para ela. 

Além de Euclides, posteriormente estudou o Principia de Newton, Astronomia, Física e Matemática Superior. Diferente de Hipátia, Agnesi e Sophia, Somerville casou-se não apenas uma vez, mas duas. 

Publicou vários artigos sobre Física experimental e a pedido de amigos cientistas, aos 51 anos, escreveu um prefácio elucidativo e traduziu para o inglês o fabuloso e obscuro tratado de Laplace, Mécanique Celeste. Somerville foi a primeira mulher a ser aceita na Sociedade Real Inglesa de Astronomia, além de ter sido admitida em sociedades científicas de vários países. 

A Sociedade Real Inglesa de Ciências a homenageou com um busto e o expôs em seu Grande Saguão. Infelizmente ela nunca chegou a vê-lo, pois não era permitida a entrada de mulheres no prédio da Sociedade. Em 1834 publicou o tratado “As conecções com as ciências físicas”. Em recompensa recebeu elogios do físico Maxwell. 

Foi também a partir desse tratado que o astrônomo John Couch tirou os fundamentos iniciais para a descoberta do planeta Netuno. Morreu aos 92 anos de idade, porém, até a sua morte continuou a estudar e escrever artigos científicos de alto nível. Na universidade de Oxford, uma das universidades mais conhecidas do mundo, tem um de seus prédios com o nome de Somerville College, um dos cinco colleges para mulheres, em homenagem a ela. 

Sofia Kovalevskaya (ou Sonya Kovaleksvy) (1850 - 1891) 

Sofia Kovalevskaya herdou do pai e do tio o interesse pela matemática, e nasceu também numa família da nobreza rússia. Nasceu em Moscou no ano de 1850. Desde o começo dos estudos já mostrava maior aptidão para a matemática e ciências naturais. 

Sofia Kovalevskaya (ou Sonya Kovaleksvy) (1850 - 1891)
Durante sua infância, passava horas dentro do quarto estudando as anotações de cálculo que estavam pregadas nas paredes. Porém, ao terminar a escola secundária, foi impedida de continuar com seus estudos, pois as universidades russas não admitiam mulheres. 

Como era solteira não podia viajar, e para poder frequentar uma universidade teria de ser fora da Rússia. A solução que encontrou foi arrumar um casamento de conveniência. Então, aos 18 anos de idade, casou-se com Vladimir Kovalevsky que mais tarde se tornou um conhecido paleontólogo. 

Um pouco depois do casamento o casal se mudou para Heidelberg. Em Heidelberg, Sofia foi aluna de renomados cientistas, como Paul DuBois-Reymond, Gustav Kirchhoff, Hermannn Von Helmholtz e Leo Konisgsberger. Este último havia sido aluno do respeitado Karl Weierstrass na Universidade de Berlim e falava dele com tanto entusiasmo que acabou despertando o interesse em Sofia para estudar com o tão falado professor. 

Quando Sofia chegou a Berlim, encontrou a Universidade fechada para a possibilidade de aceitá-la como aluna. Apesar de ela ter impressionado os professores na Alemanha, não consegui sua admissão na tal Universidade. 

Procurou então por Weiersrass, pois o mesmo já havia recebido muitas recomendações de seu antigo aluno Konisgsberger, e a aceitou como aluna particular. Logo se tornou a discípula predileta de Weierstrass que repetia para ela suas aulas da universidade. Estudou com Weierstrass por quatro anos, tempo equivalente ao curso na universidade. 

Neste prazo também escreveu três grandes trabalhos, o primeiro na teoria de equações diferenciais parciais, o segundo sobre a redução de integrais abelianas de terceira espécie e o último foi uma suplementação da pesquisa de Laplace sobre os anéis de Saturno. Estes trabalhos lhe proporcionariam sem dificuldades o título de doutora, era o que acreditava seu orientador. 

O que se tornou sua tese foi o primeiro e é o que estudamos hoje em equações diferenciais parciais conhecido como “Teorema de Cauchy-Kovalevskaya”. Aos 24 anos de idade, a Universidade de Göttingen concedeu-lhe o almejado título de Doutora, depois de muito esforço de Weierstrass, com a ajuda de DuBois-Reymnond seu antigo professor, entre outros. 

Devido a excelência do trabalho apresentado, Kovalevskaya foi dispensada do exame oral. Sofia, durante toda sua vida se dedicou à defesa da educação superior para mulheres e pela igualdade feminina. Sem a oportunidade de trabalhar nas universidades da Alemanha, por ser mulher, Kovalevskaya e seu marido decidiram voltar à Rússia, onde mais uma vez, lhe é negada a chance de trabalhar, mesmo com seu tão sonhado título de doutora. 

Nesta época, o casal teve sua única filha. Então, ela abandona a matemática, e começa a se dedicar a uma nova área do conhecimento, a literatura, que também teve um grande desempenho e produz uma considerável coleção. Em 1883, volta a contatar seu orientador, Weierstrass, que, com a ajuda do matemático Mittag-Leffler, consegue para Kovalevskaya uma cadeira na Universidade de Estocolmo. Torna-se professora da Universidade e, a partir de então, seu trabalho e talento começam a serem reconhecidos. Weiestrass, que foi um dos grandes matemáticos da história, além de ser seu orientador, demonstrava uma grande admiração por Sofia. 

Ele dizia, “Beleza no mundo, beleza de verdade, é a dupla Sofia e a Matemática.” Ganhou fama no cenário matemático europeu, e matemáticos de todo o mundo lhe escreviam pedindo que lessem seus trabalhos e que desse sua opinião. Em 1888, Sofia chega ao seu maior triunfo, pois ganha o Prix Bordin da Acadêmia de Ciências da França com o trabalho “Sobre o problema da rotação de um corpo sólido em torno de um ponto fixo”, depois de ter generalizado trabalhos anteriores de Euler, Poisson, Lagrange e Jacobi. Este prêmio foi oferecido pela Academia Francesa em uma competição. 

Dentre os quinze artigos apresentados, o de Sofia foi tão superior que o prêmio que era de 3000 francos foi aumentado para 5000 francos. De 1884 até sua morte em 1891 Kovalevskaya atuou como professora de matemática superior na Universidade de Estocolmo. Seu lema era: Diga o que você sabe, faça o que você deve, conclua o que puder. 

Theano (Século VI a. C)

Theano (Século VI a. C)
Era filha de Milo, o homem mais rico de Crotona, mais forte e o melhor atleta, tendo ganhado doze vezes os jogos olímpicos. 

Milo estudava filosofia e matemática e quando conheceu Pitágoras cedeu-lhe parte de sua casa para que ele formasse sua escola. 

Theano se tornou aluna de Pitágoras e acabou se casando com ele. Foi uma entre muitas mulheres que estudaram na escola pitagórica. Enquanto muitos não admitiam que as mulheres estudassem, Pitágoras era um grande incentivador quanto aos estudos delas. Pitágoras também foi conhecido como “o filósofo feminista”. 

Theano escreveu trabalhos na matemática, na física, na medicina, e seu mais importante trabalho foi o princípio do “meio dourado”. Após a morte de Pitágoras, ela deu continuidade à Escola Pitagórica, ao lado de suas filhas.

Elena Lucrezia Piscopia (1646 - 1684) 

Elena Lucrezia Piscopia (1646 - 1684)
Nasceu na Itália e ainda criança já dominava o hebraico, espanhol, francês e o árabe. Estudou matemática, filosofia, astronomia, teologia, línguas e música. Depois de muita objeção por parte da igreja em dar-lhe o título em teologia, pois se tratava de uma mulher, ela consegue em 1678, em Pádua, o título de doutora em filosofia, tornando-se assim a primeira mulher na Itália e receber um título universitário. 

Ela morreu em 1684, provavelmente de tuberculose. Na Universidade de Pádua, tem uma estátua em sua homenagem. 

Gabrielle Émilie Le Tonnelier de Breteuil ou Madame du Châtelet (1706 - 1749) 

Gabrielle Émilie Le Tonnelier de Breteuil ou Madame du Châtelet (1706 - 1749)

Ela não foi gênio científico, foi mais uma divulgadora da matemática, com grande inteligência. Estudou também física, filosofia e linguística. 

Escreveu o livro Institutions de Phisique, compreendeu e traduziu para o francês o Principia de Newton e desenvolveu junto com Voltarie – com quem manteve um longo relacionamento – os Eléments de la Philosophia de Newton. Foi contemporânea de Agnesi e morreu aos 43 anos de idade ao dar a luz a um filho. 

Laura Catharina Bassi (1711 - 1778) 

Nasceu também na Itália, em Bolonha em uma família rica. Além de matemática, ela estudou filosofia, anatomia, história e línguas como o grego, latim e francês. Foi a segunda mulher na Itália a adquirir um título de doutorado (em filosofia). 

Laura Catharina Bassi (1711 - 1778)

Com 21 anos de idade foi professora de anatomia na universidade de Bolonha, tornando-se a primeira mulher a ensinar oficialmente em uma universidade na Europa. Casou-se com um médico e físico e teve oito filhos. Há quem diga que eram doze. Ensinou física experimental e foi uma propagadora das idéias de Newton.

Esse pequeno resumo é uma homenagem a todas as mulheres. 

Hoje elas estão dominando o mercado de trabalho, inclusive nas ciências, contribuindo constantemente para o desenvolvimento da Matemática.

Jefferson Santos

É autor e criador do blog Matemática é Fácil! Sou graduado em Matemática, pós graduado em Administração de Finanças e Banking e pós graduado de Formação em Educação a Distância (EAD).
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2 comentários no artigo ''Dia Internacional da Mulher: as mulheres na Matemática"

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  1. Legal o artigo!

    O tema do projeto TÓPICOS NA MATEMÁTICA DA UBM deste mês é justamente sobre mulheres na Matemática. Convido-o a enviar o link deste artigo até o dia 15, para que seja indicado no blog da UBM.

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    1. Olá, Charles. Enviarei o link do artigo sim.
      Muito obrigado pelo apoio de sempre e um grande abraço!

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