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Conheça o livro: Uma História que se Conta

- 18 de outubro de 2017 Sem comentários
Do mesmo autor do excelente livro Matemática em Verso e Prosa, vamos agora divulgar o lançamento de mais um belo livro, Uma História que se Conta.


Conheça o livro: Uma História que se Conta


De acordo com o autor, meu amigo e professor de Matemática, Gilberto Apolonio Barbosa: “A Matemática tem muitas caras. Pode ser sisuda ou alegre. Em meus livros, tento torná-la acessível e interessante para um maior número de pessoas”.

Conheça o livro: Uma História que se Conta


Gilberto é formado com Licenciatura em Matemática, e também em Administração de Empresas, com pós graduação em Psicopedagogia. Foi condecorado com a Ordem do Mérito Educacional pela Câmara dos Vereadores na cidade de Itaú de Minas (MG), devido a relevância dos trabalhos prestados como professor de Matemática na rede municipal e pelo CHAME – Centro de Habilitação de Menores, onde desempenhava atividades voluntárias elaborando diversos cursos nas áreas de relacionamento familiar, liderança e Administração de Empresas. Atualmente, é professor de Matemática na rede municipal de ensino na cidade de São Paulo.

Conheça o livro: Uma História que se Conta


Também, de acordo com o autor:

"Sou professor de Matemática na rede pública municipal de São Paulo. Em 2004, iniciei uma abordagem diferenciada para o ensino da disciplina. Com o objetivo de aproximar o componente dos demais, comecei a escrever poemas, com lousa e giz, sobre temas do ensino da Matemática.

Este trabalho culminou na publicação, em 2012, do meu primeiro livro: Matemática em Verso e Prosa - Uma Proposta Interdisciplinar. Foram 500 exemplares, produzidos e distribuídos sem nenhum subsídio governamental.

Considerando positiva a experiência, este ano, tive o prazer de publicar meu segundo livro: Uma História Que Se Conta. Neste livro, continuo com a proposta inicial dos poemas, contudo, discorro também sobre temas importantes da Educação, como a interdisciplinaridade, por exemplo."

O autor prefere distribuir seus livros diretamente, pelos Correios, pois assim os remete com uma linda dedicatória.

Contatos pelo Facebook (https://www.facebook.com/gibapolo) ou WhatsApp: (11) 96511 – 5548.

Desejo a todos, uma ótima leitura.

Cordialmente

Prof. Gilberto Apolonio Barbosa


Livro: Uma História que se Conta. Barbosa, Gilberto Apolonio – Scortecci Editora – Crônicas brasileiras, Educação, Poesia brasileira – Formato 14 x 21 cm – 1ª Edição – 2017 – 80 páginas.

O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos

- 28 de junho de 2017 Sem comentários
Uma das principais características da Educação de Jovens e Adultos (EJA) são as experiências de vida de seus alunos. Geralmente, pessoas que nasceram em pequenas cidades, em sua maioria oriundos da região Nordeste, que tiveram que abandonar os estudos quando eram crianças pela necessidade de trabalhar. Em sua adolescência ou na fase adulta, migraram para grandes cidades, principalmente na região Sudeste, para trabalhar e tentar melhorar a condição de vida. Adolescentes, fruto do fracasso escolar, muitos deles filhos de migrantes, também ingressam nos cursos de EJA. Há escolas que atendem alunos de 15 a 80 anos de idade. Moradores de bairros da classe baixa, em periferias, atualmente trabalham na informalidade, que mesmo com seus trabalhos essenciais para a população, são poucos valorizados e até discriminados. Trabalham o dia inteiro e frequentam a escola no período noturno. São pedreiros, carpinteiros, marceneiros, feirantes, camelôs, encanadores, eletricistas, lavadores de carros, costureiras, cozinheiras, trabalhadores do comércio, entre outros.

O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos
Imagem retirada do site: http://sesisc.org.br/educacao/sesi-matematica 
Devido ao grande tempo sem estudar, os alunos da EJA, em sua maioria, possuem dificuldades de aprendizado. O ato de ler, de escrever e de calcular, principal objetivo do ensino escolar, não é tão simples para os alunos dessa modalidade de ensino. Principalmente a Matemática, uma disciplina vista como privilégio de pessoas inteligentes, é uma grande barreira para esses alunos. 

Apesar da dificuldade na Matemática escolar, em que são avaliados somente pela Matemática formal, por meio de memorizações, provas e testes padronizados, os alunos da EJA utilizam, e muito, a Matemática em seu cotidiano. A todo momento, realizam cálculos, medidas, geometria e alguns conceitos de Física, de um modo peculiar de cada profissão, mas na escola aprendem uma Matemática abstrata e desconexa do que praticam, tornando um fracasso no atual modelo de ensino, que segue as tradições do sistema elitizado europeu. 

A LDB determina que a escola deve preparar o aluno para o mundo do trabalho e o PCN aponta que deve-se respeitar a história de vida, os conhecimentos informais e a condição social do aluno, mas que este deve acompanhar o desenvolvimento científico e tecnológico. Como não há uma política educacional que valoriza o trabalho na EJA, nos quais os alunos já estão inseridos no mercado de trabalho e utilizam a Matemática em seu contexto social por décadas, há uma barreira para o professor lecionar nessa modalidade de ensino. 

Nos cursos de Licenciatura em Matemática, não há preparação adequada para o professor lecionar no ensino básico e na EJA. Na universidade é ensinada a Matemática europeia dos séculos XVII e XVIII, com conteúdos próprios para outros cursos, principalmente de Engenharia. Pouco se fala em didática, de como lecionar, e das reais necessidades do sistema de ensino brasileiro. Com uma formação não adequada, o professor chega à sala de aula como um mero transferidor de conhecimentos, domesticando os alunos em decorar fórmulas, muitas vezes sem saber o motivo das mesmas, reverenciando a educação bancária no qual se deposita conhecimentos.

A educação da EJA é um exercício de criatividade e representa, muito mais do que simplesmente transmitir ao aluno teorias e conceitos prontos, ou seja, é preciso fornecer ao aluno os instrumentos que são próprios da sua cultura. Os educadores da EJA devem utilizar estratégias diferenciadas, interagir com seus educandos, conhecer as diversidades culturais e sociais presentes em sua sala de aula, buscando novos conhecimentos para serem trabalhados (FREIRE, 1996).

O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos

Já Ubiratan D’Ambrosio, cita Beatriz D’Ambrosio, as características peculiaridades de um bom professor, no ensino da Matemática, que são: 

1. Visão do que vem a ser a Matemática;

2. Visão do que constitui a atividade Matemática;

3. Visão do que constitui a aprendizagem da Matemática;

4. Visão do que constitui um ambiente propício à aprendizagem da Matemática.


O Programa Etnomatemática vai ao encontro com as propostas de Paulo Freire, ampliando os conhecimentos matemáticos dos alunos, representando seus saberes cotidianos e de sua cultura. A Matemática tradicional não é desvalorizada, mas precisa estar contextualizada com a realidade dos alunos, afinal, tudo que fazemos é Matemática. Deve-se valorizar a Matemática realizada no cotidiano, trazendo um debate para o ambiente escolar com todas essas manifestações culturais. 

[...] um importante componente da Etnomatemática é possibilitar uma visão crítica da realidade, utilizando instrumentos de natureza matemática. Análise comparativa de preços, de contas, de orçamento, proporciona excelente material pedagógico (D`AMBROSIO, 2001, p.23). 

Diversos alunos trabalham diretamente com os conceitos de medidas de comprimento, perímetro, área, volume, porcentagem e cálculos em geral, e na sala de aula só são válidos os cálculos por meio de fórmulas. 

De acordo com alguns estudos feitos com alunos da EJA, mesmo de outra forma, cálculos matemáticos são feitos de maneira correta, comparados com a Matemática formal, mas sem conter as fórmulas exigidas no sistema escolar. Como dizia Paulus Gerdes, estudando uma demonstração, raramente se percebe como se descobriu o resultado. O caminho da descoberta é bem diferente da estrada pavimentada da dedução. Poetizando:

A via da descoberta abre-se serpenteando por um terreno de vegetação densa e cheio de obstáculos, às vezes aparentemente sem saída, até que, de repente, se encontra uma clareira de surpresas relampejantes. E, quase de imediato, a alegria do inesperado “heureka” (“achei”, “encontrei”) rasga triunfantemente o caminho (GERDES, 1993).

A maioria dos alunos da EJA utilizam a Matemática oralmente, sem passar os cálculos para o papel. É assim com o feirante, que ao receber uma nota de R\$ 50,00 para dar troco a uma compra de R\$ 27,00, no momento em que entrega as notas e moedas de troco, dizendo: 27, 28, 29, 30, 40, 50. Também com o vendedor que no semáforo sabe exatamente a quantidade de carros a pendurar seus produtos nos retrovisores dos carros, voltar para recolher esses produtos e ainda vender, dar troco num tempo exato de fechamento e abertura do semáforo, sem ao menos utilizar o relógio para calcular o tempo. E assim o pedreiro, o marceneiro, a costureira fazem orçamentos sem ao menos, na maioria das vezes, calcular medidas de comprimento formalmente. Quando formalizam no papel, é comum ver cálculos da seguinte forma: 

1) Sete centenas mais trinta unidades = 70 + 30 = 730.

2) 200 – 35, “se fosse 30, dava 70. Mas é 35, então é 65, 165”.

3) Valor total de 15 carros a R\$ 50,00 cada um: “Dez ia dar 500; 5 dava 250, então dá R\$ 750,00”. 

4) Calcular 35% de 300

10% = 30 + 10% = 30 + 10% =30 + 5% = 15 (metade de 10%). 

30 + 30 + 30 + 15 = 105

Obs.: É comum os alunos saberem que 50% é metade do total, que 25% é a quarta parte e que 10% é a décima parte, no total de 100%. 

Nesses exemplos, podemos observar o cálculo de porcentagem sem fórmulas, assim como adição e subtração de um modo pessoal. Em diversos estudos há comparações com os métodos de calcular formais e pessoais de acordo com o meio cultural, tanto de cálculos com as quatro operações fundamentais, como em cálculos de proporção, medidas de comprimento, áreas, porcentagem, entre outros.

Para um trabalho exemplar, realmente proveitoso na EJA, o professor deve valorizar, incentivar e mediar os modos de contar, medir, comparar, de acordo com a cultura dos alunos, socializando e contextualizando a troca de ideias e experiências desses alunos, diferente dos livros didáticos que não oferecem conteúdos que instiguem a curiosidade e prática dos educandos. Seria necessária uma reforma no sistema de ensino que inclua o Programa Etnomatemática na formação dos professores, para que estejam aptos a desenvolver as práticas utilizadas no cotidiano dos alunos. 


Obs.: Esse texto faz parte do meu Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Pedagogia, com o tema: O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos. Veja o nosso artigo: Breve histórico da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e O Programa Etnomatemática.


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Grande abraço e bons estudos! 

O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos


Breve histórico da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

- 22 de junho de 2017 Sem comentários
De acordo com a Lei 9394, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação de jovens e adultos destina-se, gratuitamente, aos cidadãos que não tiveram acesso ou continuidade em seus estudos no ensino fundamental e ensino médio na idade própria. Para ingressar no ensino fundamental, o aluno precisa ter idade maior de quinze anos, e para ingressar no ensino médio, idade maior de dezoito anos. De acordo com a mesma lei, um dos principais objetivos da educação é formar o cidadão com capacidade de aprender e obter domínio na leitura, na escrita e no cálculo, vinculando os saberes para o mundo do trabalho e à prática social. 

Breve histórico da Educação de Jovens e Adultos (EJA)


Apesar do objetivo em formar cidadãos nos ensinos fundamental e médio, a EJA tem suas peculiaridades, entre elas, pessoas com experiências de vida, que já estão inseridas no mundo do trabalho e que já participam de práticas sociais. Portanto, um dos principais desafios da Educação de Jovens e Adultos é adequar o currículo para esse público. 

A Educação de Jovens a Adultos iniciou no Brasil a partir da década de 1930, devido as transformações sociais, como a industrialização, promovendo um crescimento populacional nas grandes cidades. Em 1947, o Ministério da Educação (MEC) produziu, pela primeira vez, material didático visando a leitura e escrita para os adultos. 

Com diversas críticas ao sistema educacional de adultos (que visava somente os padrões silábicos, pequenas frases feitas com a mesma sílaba, e mensagens de moral e civismo), surgiu um movimento contra um ensino superficial, comandado por Paulo Freire no final da década de 1950. Com o pensamento pedagógico visando a autonomia e conscientização do aluno, e a busca constante do conhecimento, por meio das práticas e contexto de vida dos alunos, Paulo Freire inspirou diversos movimentos sociais de educação popular realizados por intelectuais, sindicatos, estudantes e igreja católica, no início da década de 1960, nos quais foram reprimidos pelo golpe militar de 1964, no qual o governo brasileiro lançou o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), suprimindo todo o sentido crítico e problematizador na educação. 

Com o fim do período militar na década de 1980, extingui-se o MOBRAL, surge a Fundação Educar e retornam os movimentos para uma alfabetização conscientizadora, propostas por Paulo Freire. Houve um avanço no ensino da Língua Portuguesa e dá-se atenção à Educação Matemática, principalmente às suas operações básicas. Os próprios alunos se preocupavam com a Educação Matemática, pois sentiam a necessidade de aprender a calcular, devido às necessidades do cotidiano.

Com a extinção da Fundação Educar, em 1990, há um grande vazio na educação de adultos. Estados, municípios e algumas organizações da sociedade civil assumem o papel nesse modelo de educação, em certa época chamada também de ensino supletivo. Ao longo dos anos, poucas políticas educacionais são elaboradas, assim como poucos materiais didáticos, onde grande parte desses materiais são os mesmos do ensino regular, porém, pouco adaptados à realidade dos adultos.

Obs.: Esse texto faz parte do meu Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Pedagogia, com o tema: O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos. Repare que os próprios alunos sentiam a necessidade de aprender Matemática, pois é algo que usamos a todo momento em nosso cotidiano. 


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Breve histórico da Educação de Jovens e Adultos (EJA)


Conheça o livro: Noções Básicas de Lógica para Concursos

- 17 de maio de 2017 Sem comentários
Aos amigos do nosso blog, venho indicar um livro para quem está estudando para concursos públicos ou estudando sobre o tema. É o livro Noções Básicas de Lógica para Concursos – Teoria concisa e mais de 400 exemplos e exercícios 

Conheça o livro: Noções Básicas de Lógica para Concursos
De acordo com a autora, Márcia da Silva Martins, este livro destina-se àqueles que buscam um primeiro contato com os conceitos básicos e métodos da Lógica, como é desenvolvida na atualidade, com vistas a utilizá-la como ferramenta. Dentre outros, pode ser estudado com proveito por quem virá prestar algum concurso que pressuponha conhecimento Lógica Proposicional e Lógica dos Quantificadores, assim como de Raciocínio Lógico. Espera-se que através de uma abordagem intuitiva, permeada de exemplos e exercícios resolvidos, assim como propostos, o leitor venha a se familiarizar com os conceitos basilares dessa área. 

Você encontra o livro Noções Básicas de Lógica para Concursos – Teoria concisa e mais de 400 exemplos e exercíciosno site da Editora Ciência Moderna no valor de R\$ 36,00 (livro) e R\$ 27,00 (e-book). São 160 páginas no formato 16 x 23, com a 1ª edição de 2014. 

Outro livro da autora, Lógica – Uma Abordagem Introdutória você também encontra no site da editora no valor de R\$ 33,60 (livro) e R\$ 25,20 (e-book). São 168 páginas no formato 16 x 23, com a 1ª edição de 2012.

Conheça o livro: Noções Básicas de Lógica para Concursos


Os livros também podem ser encontrados nas livrarias. 


Resumo do Currículo Lattes da autora

Márcia da Silva Martins é mestre em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (1990), é professora aposentada do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal Fluminense desde maio de 2016. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Lógica, atuando principalmente nos seguintes temas: Lógica Matemática e Lógica para Ciência da Computação. 

Foi professora do Instituto Militar de Engenharia e da Petrobras (ministrando cursos e oficinas de Lógica). Foi coordenadora de concursos do Comitê de Divulgação do Mercado de Capitais – CODIMEC e da Fundação João Goulart, preparando questões de concursos. 

É autora dos livros “Lógica: Uma Abordagem Introdutória” e “Noções Básicas de Lógica para Concursos”, publicados pela Editora Ciência Moderna.



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O Programa Etnomatemática

- 19 de abril de 2017 Sem comentários
Em livros sobre História da Educação Matemática, podemos perceber que Educação e Matemática sempre foram privilégio da elite. Mesmo com a origem do ser humano e também da Matemática se desenvolvendo na África, somente a ciência europeia é contada nos livros e ensinada em nosso sistema de ensino. Vale lembrar que alguns filósofos e matemáticos gregos estudaram e pesquisaram sobre a Matemática no antigo Egito (África) e que na Idade Média houve grande desenvolvimento da ciência nos países árabes, surgindo a Álgebra e os Algarismos Indo-Arábicos. 

O Programa Etnomatemática

Por ser fruto de países dominantes, a Matemática formal se impôs a todo o mundo como sendo única, e coisa de “gênio”. Desde a antiga Grécia, Pitágoras e Platão já diziam que a Matemática só pode ser compreendida por alguns escolhidos, por pessoas superiores e que estarão mais aptas para o trabalho. Até hoje, ouvimos dizer que “a Rainha das Ciências” é somente para pessoas inteligentes e existem estudos afirmando que as pessoas que mais conhecem a Matemática são mais bem-sucedidas, com os melhores salários. 

Na contramão da Matemática formal europeia, principalmente após o fracasso do movimento Matemática Moderna, na década de 1970, diversos educadores se movimentaram em encontrar soluções contra um currículo comum, que impõe a Matemática como verdade absoluta. Assim, surgiu o Programa Etnomatemática, idealizado pelo brasileiro Ubiratan D’Ambrosio.

No V Congresso Internacional de Educação Matemática, em Adelaide (Austrália), para justificar o termo Etnomatemática, D’Ambrosio (1984) definiu: “etno [ambiente natural e cultural] + matema [conhecer, explicar, entender, lidar com o ambiente] + tica [artes, técnicas, modos e maneiras de]”. 

Alguns anos depois, D’Ambrosio (2002), definiu: “etno [o ambiente natural, social, cultural e imaginário] + matema [de explicar, aprender, conhecer, lidar com] + tica [modos, estilos, artes, técnicas]”. 

Defino Etnomatemática como o corpo de artes, técnicas, modos de conhecer, explicar, entender, lidar com os distintos ambientes naturais e sociais, estabelecido por uma cultura. Dentre as várias artes e técnicas desenvolvidas pelas distintas culturas, incluem-se maneiras de comparar, classificar, ordenar, medir, contar, inferir, e muitas outras que ainda não reconhecemos (D’AMBROSIO, 1990).

O Programa Etnomatemática visa entender o saber e o fazer de culturas marginalizadas e periféricas, como colonizados, quilombolas, indígenas, classes trabalhadoras, entre outros. Entre as diversas artes e técnicas desenvolvidas por diversas culturas, estão os modos de contar, ordenar, medir, comparar, classificar, utilizar a geometria, a economia, etc. 

No planeta em que vivemos, com uma população de aproximadamente 7 bilhões de habitantes, com milhões de culturas diferentes, é impossível que todos (ou até a maioria) entendam e utilizem a Matemática eurocêntrica. Entre os povos distintos, também conhecidos como grupos étnicos, eles utilizam diversas técnicas em sua cultura, entre elas, a Matemática. 

Na África (berço da humanidade e da Matemática) existem culturas diferentes não só no continente, mas também dentro de um mesmo país que fala línguas diferentes e utilizam sistemas de numerações diferentes. Há registros que desde a antiguidade o ser humano já utilizava a Matemática no continente e que utilizam até hoje, mas de acordo com suas culturas. Sempre utilizaram conteúdos que são estudados no sistema de ensino formal, como as quatro operações fundamentais, MMC, MDC, frações, equações do 1º grau, progressão aritmética e geométrica, área, perímetro, volume, análise combinatória e até a geometria fractal, utilizando as bases numéricas 5, 10 e 20, de acordo com Paulus Gerdes (professor de Matemática e pesquisador em Etnomatemática), nascido na Holanda e naturalizado em Moçambique, que é referência nos estudos da Matemática no continente africano.

A Matemática formal europeia também é um exemplo de Etnomatemática, a diferença é que essa Matemática foi imposta ao mundo principalmente na época das grandes navegações, resultando nas colonizações de diversos países, e assim impondo às “terras descobertas” a sua cultura. Hoje, considerados países de Primeiro Mundo, demonstram poder por meio da Matemática, ciência e tecnologia, fazendo dela uma linguagem universal. 

No Brasil, assim como em outros países considerados de Terceiro Mundo, mesmo com diversas manifestações sociais e culturais, que utilizam cada uma sua própria Matemática, sofre grande intervenção europeia no ensino da Matemática desde os primórdios do ensino no país, com uma única Matemática para ricos e pobres. Entre os diversos grupos sociais e culturais, temos diversos trabalhadores que utilizam a Matemática em seu cotidiano. São da classe social baixa, moradores da periferia. Esses trabalhadores e seus filhos, que estudam no sistema público de ensino, são os que tem as maiores dificuldades em estudar e compreender as fórmulas matemáticas, mesmo utilizando a “Rainha das Ciências” em seu cotidiano.


Obs.: Esse texto faz parte do meu Trabalho de Conclusão de Curso da minha graduação em Pedagogia, com o tema: O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos.

Em nosso blog, temos alguns artigos demonstrando a Matemática no Continente Africano. Confira!


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O Programa Etnomatemática








Dicas de como ter mais tempo para estudar

- 4 de janeiro de 2017 Sem comentários
Iniciando mais um ano, geralmente temos diversas promessas a cumprir, mas não conseguimos realizar 50% delas. Em relação aos estudos, prometemos estudar mais para não passar sufoco na escola, no cursinho ou na universidade, além de alcançar a tão almejada aprovação em concurso público, ou até mesmo ler livros. Creio que 90% das pessoas afirmam não ter tempo para fazer o que precisa, inclusive não tem tempo para estudar. Com o objetivo de sempre em auxiliá-los em seus estudos, venho com algumas dicas de como ter mais tempo para estudar. 

Dicas de como ter mais tempo para estudar


Ano passado, muitas pessoas me perguntaram como consigo conciliar diversas atividades. Além do casamento com filhos, preciso administrar meu tempo com o trabalho na escola, nas aulas particulares, na faculdade de Pedagogia que estou cursando, nas redes sociais, no blog, no canal do YouTube e com os 17 livros que consegui ler, além de preparar aulas e estudar coisas diferentes para essas diversas atividades. 

Segue abaixo algumas dicas que consegui colocar em prática graças a alguns dos livros que eu li sobre gestão do tempo, além do foco em colocar essas atividades em prática. O diferencial é que minha experiência é a de um trabalhador comum, que acorda às 5h da manhã para sair de casa às 6h, levando as crianças para a escola e trabalhar, ao contrário dos autores desses livros que são empresários, começam o dia após às 7h (indo para a academia, fazendo caminhada) e entram em seus trabalhos por volta das 10h da manhã. Algumas regras parecem ser muito bruscas, mas funcionam. 


  • Defina o seu objetivo e tenha foco: saber o que quer e onde quer chegar é o 1º passo para conseguir alcançar seu objetivo. Após, tenha foco e caminhe sempre de encontro a esse objetivo, mas você precisará abrir mão de muita coisa;

  • Não utilizar (ou bem pouco) as redes sociais no celular: na fila e dentro do ônibus, aguardando sair do ponto final e nas viagens de metrô, vejo que 90% das pessoas estão mexendo no celular e olhando coisas sem utilidade, principalmente rolando o perfil das redes sociais a procura de algo. Nesses momentos, me sinto um “estranho no ninho”, mas faço minhas leituras, preparo aulas e resolvo listas de exercícios tanto de escolas quanto de concursos públicos. Essa dica serve também para espera em filas de bancos, correios, hospitais, entre outros;

  • Não participar (ou bem pouco) de grupos no WhatsApp: sei que alguns irão dizer que sou louco, mas hoje não participo de nenhum grupo no WhatsApp, pois a perda de tempo é gigantesca. Para dizer que não, o único grupo que estou participando é do curso de Pedagogia que comecei em 2016 (mesmo assim lendo poucas mensagens), mas a regra desse grupo é bem clara: somente coisas do curso! É um grupo super participativo, produtivo, e se alguém posta algo diferente (hoje não mais) no mesmo momento já é alertado por alguém. Vejo pessoas desde a hora que acorda até a hora em que vai dormir, dando bom dia, boa tarde, boa noite, olhando imagens, vídeos e “jogando conversa fora” corriqueiramente. Se juntarmos todo o tempo diário, dá para estudar muita, mas muita coisa mesmo; 

  • Assistir pouco a programas de TV: o único programa de TV que eu assisto com frequência é um telejornal, e mesmo assim com o notebook no sofá no qual aproveito para ver coisas corriqueiras como as redes sociais. Em algum programa específico que me interessar (é difícil), aí sim eu assisto. Deixar de assistir programas sem conteúdo interessante, te faz ganhar muito tempo; 

  • No lugar de pegar condução lotada em horário de pico, parar e estudar em algum lugar: geralmente, gastamos 4 horas nas conduções para ir e voltar do trabalho (2 horas cada viagem). Por exemplo, onde moro, gasto 1 hora para chegar ao centro de SP, mas em horário de pico esse tempo praticamente dobra, devido a conseguir entrar no ônibus, no trânsito e no metrô (conseguir entrar e o tempo de viagem, com muita gente entrando a cada estação). Na volta, recomendo em alguns dias da semana, parar em algum lugar para estudar. Bibliotecas públicas e cafés são ótimas opções, inclusive pelo wi-fi, e assim você pode levar o notebook ou tablet para auxiliar nos estudos. O cálculo é simples: se você sai às 18h do centro da cidade, chegará em casa na periferia por volta das 20h, cansado e com fome, no qual após o banho e jantar não terá coragem para estudar e acabará passando tempo na TV ou olhando coisas corriqueiras nas redes sociais. Se às 18h você parar em algum lugar para estudar até às 20h, gastará menos tempo e chegará em casa somente 1h depois, ou seja, às 21h. Se a fome apertar, tome um cafezinho na rua até chegar em casa ou faça o jantar ou um lanche na rua, se for num café pode até ficar e estudar por mais tempo, unindo o útil ao agradável. Isso também serve para quem não consegue estudar em casa, devido ao barulho e com os familiares chamando a todo momento. Confesso que consigo produzir muito mais na rua do que em casa, pelos mesmos motivos;

  • Faça as ligações telefônicas pessoais no ônibus: como não consigo estudar no ônibus em movimento (devido a balançar muito e também as curvas), aproveito e faço minhas ligações pessoais. Assim, terei mais tempo em casa para estudar e fazer outras coisas necessárias. 

  • Aprenda a dizer não: pode ser a missão mais difícil, mas é uma das mais eficazes. Tenha foco em seus objetivos e aprenda a negar os diversos favores que são pedidos diariamente, você ganhará muito tempo. Por exemplo, todos os dias eu recebo em meu perfil e na página do Facebook diversos pedidos de ajuda, seja em resolução de um exercício ou até de uma lista. Para não ser injusto com ninguém, não resolvo nenhum exercício, explico o motivo (já tenho pronto) e indico uma página de professores de Matemática que tiram dúvidas a todo momento. Imagine se eu parar para resolver cada exercício, não conseguirei atingir os meus objetivos. Também nego algumas coisas que me pedem na escola em que trabalho e nas relações pessoais.

Seguindo essa linha de pensamento, além de todos os meus afazeres, ainda consigo curtir a família, ir ao teatro, cinema, futebol, ver amigos, etc. É possível você ter tempo para fazer o necessário, mas é necessário ter muito foco e disciplina. Eu também me sinto frustrado em muitos momentos por não conseguir fazer algo, mas com essas táticas já consigo fazer muitas coisas. 

Comece o ano com novas atitudes, e tenha foco em seu objetivo. Não é fácil mudar alguns hábitos, mas a mudança é necessária. Algumas pessoas que conheço e mudaram suas atitudes com foco no objetivo, conseguiram alcançá-los. Tente também, você pode e é capaz.

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Grande abraço e até a próxima!

Dicas de como ter mais tempo para estudar



Conheça o projeto Reforço Olímpico

- 6 de agosto de 2016 Sem comentários
Idealizado pela página Obmepeiros (página para discussão sobre a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP), do Facebook, surge mais uma oportunidade gratuita e de qualidade para quem quer estudar Matemática: O Projeto Reforço Olímpico.

Conheça o projeto Reforço Olímpico

Lembrando que a página Obmepeiros já conta com a Olimpíada Brasileira de Matemática Virtual – OBMV, que este ano realizou sua segunda edição. A OBMV visa preparar os alunos de escolas públicas e particulares para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP e para a Olimpíada Brasileira de Matemática – OBM. Esse novo projeto será um complemento da OBMV e servirá para preparar qualquer pessoa que tiver interesse de se aprofundar em Matemática além do nível escolar. Ele será dividido em aproximadamente 115 semanas (mais de 2 anos) começando desde o básico da Matemática até a mais avançada Matemática olímpica. Será um processo gradual que, com empenho do aluno, em 2 anos ele estará totalmente preparado para olimpíadas científicas no ramo da Matemática.

“A cada semana será postado um plano de estudos, incluindo videoaulas completas de conteúdo, vídeo aulas de resoluções de exercícios e materiais em PDF. Tudo pertencente ao Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a única coisa que faremos será organiza-los e guia-los”, diz Renan Oliveira Proença, aluno premiado da OBMEP que é coordenador e um dos idealizadores dos projetos Obmepeiros, OBMV e Reforço Olímpico. Também, de acordo com Renan, “neste primeiro momento postaremos apenas conteúdo de Matemática, mas talvez em 2017 acrescentaremos outras matérias como Física e Química”. 

Conheça o projeto Reforço Olímpico

Aproveite essa grande oportunidade para estudar, lembrando mais uma vez que é de graça e que as aulas pertencem ao IMPA, valorizando ainda mais o projeto. 

Para acessar o site, clique em obmepeiros.wix.com/obmepeiros, e em caso de dúvidas, entre em contato com o Renan por meio da página Obmepeiros: https://www.facebook.com/obmepeiros/.


Grande abraço e bons estudos!


Conheça o livro: Matemática em Verso e Prosa – Uma Proposta Interdisciplinar

- 20 de julho de 2016 Sem comentários
Amigos, com muito prazer, recomendo este livro, que particularmente utilizo em sala de aula desde o ano de 2013: Matemática em Verso e Prosa – Uma Proposta Interdisciplinar, com autoria do meu amigo e professor de Matemática, Gilberto Apolonio Barbosa. O livro é indicado para professores, alunos e pessoas que gostam de Matemática. 

Conheça o livro: Matemática em Verso e Prosa – Uma Proposta Interdisciplinar


Gilberto é formado com Licenciatura em Matemática, e também em Administração de Empresas, com pós graduação em Psicopedagogia. Foi condecorado com a Ordem do Mérito Educacional pela Câmara dos Vereadores na cidade de Itaú de Minas (MG), devido a relevância dos trabalhos prestados como professor de Matemática na rede municipal e pelo CHAME – Centro de Habilitação de Menores, onde desempenhava atividades voluntárias elaborando diversos cursos nas áreas de relacionamento familiar, liderança e Administração de Empresas. Atualmente, é professor de Matemática na rede municipal de ensino na cidade de São Paulo. 

De acordo com o autor: 

“O objetivo desse trabalho não é ensinar Matemática através da encantadora forma da poesia, nem tampouco o de propor aos nobres profissionais docentes uma nova forma de fazê-lo. Propor isso seria simplório ou até mesmo leviano. Mesmo não tendo tais alvos, em nada é diminuída a sua importância.

Mas então ao que atém tal trabalho? 

Talvez possamos ampliar a porta de entrada ao mundo da Matemática com tal iniciativa. Ou, quem sabe, impedir que ela se estreite ainda mais. É possível que para algumas pessoas, desperte até um grande interesse pelo aprendizado da Matemática. Seria presunção pensar assim? 

Este trabalho tenta associar de maneira harmônica os diversos componentes e quiçá as diversas Ciências. Acreditamos que o uso de tais redações, associadas ao forte comprometimento dos profissionais docentes, poderá trazer frutos ainda melhores à atividade do ensino. Quem sabe estes singelos textos, como abertura do ensino de determinados tópicos, possam representar apenas uma cerejinha no enorme bolo que o dedicado profissional de educação tenta construir com cada um de seus famintos alunos.”

Conheça o livro: Matemática em Verso e Prosa – Uma Proposta Interdisciplinar


Coletânea de poesias, permeadas por textos em prosa selecionados em capítulos pelos seguintes assuntos:

Uma questão de valores - Nesse capítulo a tônica são os valores pessoais necessários ao bom convívio social dentro e fora do ambiente escolar.

Matemática em Versos - Poesias pedagogicamente elaboradas que discorrem sobre vários conceitos matemáticos.

Reincluindo a Matemática - Manifestações em poesia e prosa que relacionam a Matemática aos demais componentes curriculares do ensino básico.

Letras para decorar - Neste capítulo, textos com possibilidade de aplicações musicais ajudam a decorar conceitos matemáticos. 

Tudo nesse livro visa tornar acessível a Matemática e a sua relação interdisciplinar com os outros conteúdos programáticos.

Conheça o livro: Matemática em Verso e Prosa – Uma Proposta Interdisciplinar


Você pode encontrar o livro na Livraria e loja virtual Asabeça, pelo site www.asabeca.com.br e também pode entar em contato com o autor Gilberto Apolonio em sua página no Facebook

Livro: Matemática em Verso e Prosa – Uma Proposta Interdisciplinar - Gilberto Apolonio Barbosa - Scortecci Editora - Matemática - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2012 - 80 páginas.


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Grande abraço e uma excelente leitura!