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Breve história da Educação Matemática

Postado por Jefferson Santos - 26 de abril de 2017 Sem comentários
A Matemática é tão antiga quanto o tempo do ser humano na Terra. Podemos dizer, que desde o início da humanidade, já se usavam conceitos matemáticos e que a Matemática contribuiu para o progresso durante todo o período da história humana. 

Breve história da Educação Matemática


O chamado “homem pré-histórico” vivia da caça, da pesca e da colheita de raízes, sementes e frutas. Substituíram as cavernas por moradias em barracas feitas com madeiras e peles de animais, tornando-se nômades. Nesse tempo, a Matemática era intuitiva, sem formalidades no cotidiano, utilizando uma cultura oral e sua forma de contagem era feita por meio de entalhes em madeiras e ossos, nós em cordas e contagem com pedras. 

Com o surgimento das primeiras civilizações, houve a necessidade de novos conhecimentos, como agricultura, comércio, indústrias, domesticação de animais, entre outros. Surgiu também o Estado, as classes sociais, a escrita e o número. No antigo Egito, somente os sacerdotes e escribas tinham o poder da escrita, e utilizavam a Matemática nas situações cotidianas, dedicando-se ao estudo da geometria e da aritmética, garantindo a superioridade perante as classes baixas, fazendo da Educação um privilégio da elite. 

Na antiga Grécia, a Matemática foi formalizada, surgindo também a filosofia, a lógica e a ciência. Ela deixou de ser empírica para ser abstrata, sendo Tales de Mileto considerado o primeiro filósofo e matemático conhecido na história da humanidade. Além de Tales, houve grande desenvolvimento matemático com Pitágoras, Arquimedes, Euclides, Platão, Aristóteles, entre diversos outros. Foi na Escola Pitagórica, que a Matemática foi introduzida na educação grega, restringindo a escola filosófica e aos seguidores de Pitágoras, com as disciplinas: aritmética, geometria, música e astronomia (que ficaram conhecidas como as matemáticas).

No período de mil anos (476 – 1453), a humanidade viveu um período de baixo avanço nas ciências, chamado de Idade Média. Somente os filhos dos nobres estudaram latim e as “sete artes liberais”, constituídos pelo trivium (gramática, retórica e dialética) e pelo quadrivium (aritmética, geometria, música e astronomia). Então, o conhecimento científico teve destaque no Oriente, com a tradução de diversos trabalhos de grandes matemáticos, com destaque para a Álgebra e os Algarismos Indo-Arábicos de Al-Khowarizmi. 

Com a ciência moderna, devido ao avanço das grandes navegações, a indústria e o comércio entre os povos, a Matemática foi estabelecida junto com os métodos experimentais e indutivos, explicando diversos fenômenos. Nesse período, conhecido como Renascimento, a Europa retoma o conhecimento científico. Surgiram grandes nomes na arte, ciência e astronomia, todos envolvendo a Matemática, em nomes como Leonardo da Vinci, Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Luca Pacioli, Isaac Newton, John Napier, Johannes Kepler, René Descartes, Pierre de Fermat, Blaise Pascal, entre diversos outros. 

Com a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX, houve um grande deslocamento da população para os centros urbanos, surgindo a classe operária. Apesar da objeção da classe nobre, era necessário ensinar escrita e Matemática aos trabalhadores, devido a necessidade de operar as máquinas industriais, havendo discussões sobre uma educação universal, gratuita e obrigatória. O avanço na Matemática foi enorme e dezenas de matemáticos colocaram seu nome na história, principalmente pela contribuição com a tecnologia. Houve a necessidade de renovação nas universidades e o surgimento das escolas técnicas. No final do século XIX, foi crescente a preocupação com a modernização do ensino da Matemática, transcendendo até o século XX. Essa modernização preocupava-se com a prática da Matemática, para atender as novas exigências sócio-político-econômicas. 

O movimento de modernização da Matemática chegou ao Brasil no início da década de 1950, conhecido como Movimento Matemática Moderna, com o objetivo de unir os três ramos da Matemática (aritmética, álgebra e geometria) que eram lecionados separadamente desde a transição do ensino religioso dos padres jesuítas e o surgimento de instituições científicas e culturais com a chegada de D. João VI e a Família Real. 

Apesar da tentativa de contextualizar a Matemática por meio de livros didáticos, inter-relacionando os conteúdos, a simbologia e a abstração predominaram nos livros didáticos, e os problemas no ensino da disciplina continuaram. Mesmo com o fim do Movimento Matemática Moderna, há décadas, os mesmos problemas ainda continuam até hoje.


Obs.: Esse texto faz parte do meu Trabalho de Conclusão de Curso da minha graduação em Pedagogia, com o tema: O Programa Etnomatemática na Educação de Jovens e Adultos.


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Grande abraço e bons estudos!

Breve história da Educação Matemática



Jefferson Santos

É autor e criador do blog Matemática é Fácil! Sou graduado em Matemática, pós graduado em Administração de Finanças e Banking e pós graduado de Formação em Educação a Distância (EAD).
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