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História da Educação

Postado por Jefferson Santos - 24 de janeiro de 2015 Sem comentários

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Em algumas postagens, começando por esta, falaremos um pouco sobre a história da educação, dando um enfoque na educação tradicional (presencial) e na educação a distância (EAD), modalidade de ensino não tão nova como parece e que está cada vez mais frequente no Brasil e em praticamente todos os países desse planeta.

Breve história da educação

A história da educação faz parte da história da humanidade. Desde os primórdios da civilização, a educação atendeu a determinados objetivos do ser humano, que correspondiam a sua visão de mundo. 

Nas chamadas sociedades primitivas ou sociedades tribais, a educação e a cultura eram transmitidas de maneira informal, atingindo a todos os indivíduos, pois baseava na cultura do povo. Nas sociedades mais complexas, a educação formal deixa de lado as atividades diárias e assume um caráter intelectualista, destinando-se apenas à elite. 

As classes inferiores não tinham prioridade na educação, pois a elas era destinado o trabalho braçal. Com o passar do tempo, essas classes inferiores tiveram acesso a educação, mas somente para saber ler e escrever. Atualmente, estamos na época na qual chamamos de universalização do ensino. 

Para uma compreensão efetiva dessa universalização do ensino se faz necessário remeter ao contexto histórico de como foi a educação. 

Nas sociedades tribais não havia governo, classes sociais, escrita, comércio, entre outros, portanto, não havia necessidade de existirem escolas, mas existia a educação. A educação tribal ou primitiva ocorria de forma espontânea, ou seja, crianças ou jovens aprendiam com os mais velhos suas atividades cotidianas, como a caça, a pesca, a agricultura, os fenômenos da natureza, e principalmente, os rituais sagrados. 

O saber era aberto para todos, pois a terra pertencia a todos e o trabalho e seus produtos eram coletivos. 

Já a sociedade oriental surgiu o início da civilização, tornando uma sociedade mais complexa e formando a divisão das classes sociais e o aparecimento do Estado. 

Com o passar do tempo, devido ao desenvolvimento dessas civilizações, tanto na agricultura e comércio (inclusive estimulando o contato entre elas), surgiu a necessidade da invenção de uma das coisas mais importantes da humanidade: a escrita. Monopolizada pelos povos do Egito, China, Babilônia e Índia, a escrita era um saber que representava poder. 

Na educação clássica, apesar de não ser ministrada às moças e aos filhos dos cidadãos que tinham que trabalhar para viver, é considerada “liberal”. Era ministrada aos pobres e aos ricos, e na educação primária estudava-se literatura, música e atletismo. Só os mais ricos tinham acesso à educação secundária, e lá recebiam ensinamentos de matemática, ciências, literatura, política e filosofia. 

Aos dezoito anos, ingressavam, por dois anos, no serviço militar (Efebia) e, ao sair, continuava seus estudos, por sua própria vontade, de uma maneira informal, com os mestres ambulantes (sofistas), com palestras nas praças do mercado, com atividade física no ginásio, ou formalmente, indo por exemplo à Academia de Platão ou ao Liceu de Aristóteles em Atenas. 

A educação “liberal” favoreceu o individualismo, antes privilégio de reis e sacerdotes no Oriente Antigo. Os homens (principalmente em Atenas) passam a assumir a própria identidade, e com outra mentalidade, passam a perseguir a liberdade. Apesar dessa eclosão do pensamento crítico, somente 10% da população tinham o conhecimento e o poder. Dos quase 500 mil habitantes de Atenas, 300 mil eram escravos e 50 mil eram metecos (estrangeiros), também excluindo as mulheres e as crianças.

História da Educação


Na Idade Média abarca um período de mil anos, desde a queda do Império Romano (ano 476) até a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453. Foi um período em que houve pouquíssimo avanço nas ciências, pois foi uma educação totalmente religiosa. Os cursos eram oferecidos em latim e só os filhos dos nobres estudavam. A educação funcionava nas igrejas, catedrais, escolas monásticas e mosteiros. O caráter é essencialmente religioso, dogmático, predominado por matérias abstratas e literárias, com prejuízo a educação intelectual e científica. 

Diferente do que foi a educação no período medieval, no Renascimento, após o século XV, retoma-se o conhecimento greco-romano, criando a educação humanista, significando a imagem do homem e da cultura, assim deixando espaço ao desenvolvimento do pensamento crítico e livre, ao contrário das concepções teológicas e de autoridade da Idade Média. As matérias científicas retornam ao currículo, embora ainda em segundo plano, surgindo o colégio humanista, uma escola secundária onde são estudados o latim e o grego. 

Em meados do século XVII, surgem novos conhecimentos, principalmente nas ciências. Com as ideias do racionalismo e do renascimento científico, surge a Educação Realista, buscando métodos diferentes a fim de tornar a educação mais agradável e ao mesmo tempo eficaz na vida prática. Ser realista (do latim res, “coisa”) significa privilegiar a experiência, as coisas do mundo e dar atenção aos problemas da época. A pedagogia realista é contrária da educação antiga, excessivamente formal e retórica. Prefere o rigor das ciências da natureza e busca superar a tendência literária e estética própria do humanismo renascentista. 

No Século das Luzes (o Iluminismo), meados do século XVII, Luzes significam, o poder da razão humana de interpretar e reorganizar o mundo. É um período muito rico em reflexões pedagógicas. Com base nas ideias de Jean-Jacques Rousseau, a educação naturalista teve influência decisiva na educação moderna. Para Rousseau, são pressupostos para a educação: a liberdade, a atividade pela experiência, a diferença entre a mente da criança e do adulto, uma educação integral que atenda aos aspectos físicos, intelectuais e morais. Mas além de Rousseau, tivemos muitos outros pedagogos e filósofos que contribuíram muito para nossa educação, como Voltaire, D’Alembert, Diderot, Pestalozzi, entre outros. 

No século XVIII, a Revolução Industrial começa a alterar a o mundo do trabalho, enquanto no século XIX percebeu-se o impacto de todas essas mudanças. Com o crescente capitalismo industrial, a classe proletária cresce em tamanho, mas não tem acesso aos benefícios da burguesia, surgindo o pensamento socialista. Como o fenômeno do capitalismo, criou-se grande expectativa com respeito à educação, devido a complexidade do trabalho exigir qualificação da mão-de-obra. A educação nacional pressupôs a responsabilidade do Estado para o estabelecimento da escola primária elementar universal, leiga, gratuita e obrigatória. Com a expansão da rede escolar, um dos objetivos dos educadores era formar a consciência nacional e patriótica dos cidadãos. 

Atualmente, fala-se em educação democrática, pois pressupõe-se que, na maioria dos países a educação primária já seja universal, gratuita e obrigatória. 


Na próxima postagem, falaremos um pouco da História da Educação no Brasil. 


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Jefferson Santos

É autor e criador do blog Matemática é Fácil! Sou graduado em Matemática, pós graduado em Administração de Finanças e Banking, pós graduado de Formação em Educação a Distância (EAD) e graduado em Pedagogia.
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